Uma rede de notícias onde só publica quem é jornalista de verdade, e o feed é o leitor quem monta.
Antes de qualquer tela, rodei entrevistas de primeiro contato com jornalistas: função atual, como apuram, como divulgam o que publicam e o que os faria confiar numa plataforma nova. Cada resposta virou uma página de análise, e as páginas viraram requisito.
“Atualmente desempregado, atua como freelancer; ao produzir matérias, realiza entrevistas.John, jornalista · dia 1
Isso mudou uma decisão de produto: se boa parte de quem publica é freelancer, credencial não pode depender de vínculo com veículo. A verificação passou a olhar formação e histórico da pessoa, não o crachá.
Ninguém precisa de mais informação: precisa saber em quem confiar. Notícia solta, sem autor claro, circula igual à notícia apurada, e o leitor paga a conta da dúvida.
O desafio de design: transformar credencial e procedência em algo visível e leve. Confiança tem que aparecer na leitura, não num selo escondido no rodapé.
Desenhei a landing em wireframe pra brigar só com hierarquia: promessa, prova de como funciona e planos, nessa ordem. Sem cor e sem tipografia, fica difícil se enganar sobre o que precisa aparecer antes do rodapé.
Autor, formação verificada e histórico ficam junto do título, não em uma página "sobre" que ninguém abre.
O leitor escolhe assuntos e jornalistas; as notícias aparecem na ordem em que saem. Nada de ordenação escondida.
Leitor entra em dois minutos. Jornalista passa por comprovação de formação: atrito onde ele protege.
Distinção entre notícia e opinião, fontes acessíveis e canal direto com o jornalista, seguindo indicadores de credibilidade.
A escada de planos veio de pesquisa de mercado com assinaturas de notícia: Ninho é grátis pra criar hábito, Coruja e Falcão liberam categorias e tiram anúncio, e Harpia coloca o leitor apoiando um jornalista por mês. Cada nível abre exatamente uma coisa que faltava no anterior.
Do lado de quem escreve, a promessa muda: aqui não se vende informação, se vende audiência própria e um jeito de monetizar o trabalho.
"formação verificada" aparece junto do nome, acima de seguidores e artigos.
cada assinatura nova entra como aviso no painel, com valor e quem assinou.
o freelancer que entrevistei não paga pra publicar: o atrito fica só na comprovação.
Depois de fases alpha e beta com repórteres e editores reais, a plataforma foi lançada em 2026 conectando leitores, jornalistas e veículos.